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Duas pessoas
e uma colmeia
Deborah Pernasilici & Juliano CK · fundadores

Você não contrata um
portfólio. Contrata
quem vai decidir com você.
Você derruba a parede e aparece um cano no meio de onde ia ficar a bancada. A marcenaria fica pronta e faltam três dedos para o armário encostar. Numa reforma, decisão assim aparece dezenas de vezes, longe da prancheta, com o pedreiro parado esperando resposta. Quem responde na hora decide se o projeto fica inteiro ou vira gambiarra.
Na Queen B, quem responde é a Deborah ou o Juliano. Não um gerente de contas levando recado, nem alguém que pegou a sua planta no meio do caminho. É quem desenhou a sua casa desde a primeira conversa. Custa tempo, mas é o que a história abaixo explica: vale a pena.
Dezesseis anos
em seis atos
Os caminhos se cruzam
Deborah se forma na Belas Artes em design de interiores e já roda pelos escritórios de arquitetura de São Paulo. Juliano vinha do outro extremo: formado em sistemas de informação, vocalista de banda e dono de uma videolocadora, com o instinto de quem já tocou o próprio negócio. Se conhecem no mesmo ano, e o repertório de um era exatamente o que faltava no outro: a arte dela, a lógica dele.
Dois aprendizados em paralelo
Deborah cresce nos escritórios de arquitetura renomados de São Paulo até coordenar equipes, e em 2015 faz a pós em design de movelaria. Aprende ali o que separa desenho bonito de desenho que sobrevive à obra. Juliano toca uma distribuidora de aço para a construção: negocia direto com a usina, comanda uma equipe grande e responde pela operação inteira. É onde conhece por dentro o orçamento que estoura, o prazo que escorrega e o fornecedor que some. E, no tempo que sobra, já ronda os interiores, feira atrás de feira, trocando ideia com a Deborah sobre cada projeto que ela leva para casa.
A Queen B nasce na sala de casa
Os dois largam os empregos para fazer diferente o que viram por dentro: o design que some depois da venda, o ambiente genérico, a obra tocada no improviso. Fundam a Queen B com um propósito simples e teimoso: a casa tem que parecer com quem vive nela, e quem projeta não desaparece na hora da obra. Home office, dois computadores e uma regra que ficou até hoje: quem assina o projeto senta com o cliente e responde por cada decisão.
A família cresce e o espaço aperta
A pandemia pegou o estúdio ainda novo. No meio dela nasceu o filho, e o cômodo do home office teve que virar quarto de bebê. Sem canto para trabalhar nem para juntar a equipe em reunião, a gente montou uma base temporária: dava para receber o time, mas ainda não os clientes. O sonho de uma sala de verdade começou a ganhar corpo ali.
Juliano se forma em design
Depois de anos no lado técnico e na condução, o Juliano faz a segunda graduação e se forma em design. A criação segue sendo da Deborah, a diretora criativa. O que muda é o Juliano: passa a entender cada decisão dela por dentro e a conduzir a obra com o repertório de quem também é do ofício.
A primeira sala própria
A primeira sala só nossa: a Colmeia, em Santo André, com uma equipe que desenha, detalha e acompanha a obra. Cada projeto continua passando pela mão da Deborah e do Juliano, do primeiro esboço à entrega. A gente prefere fazer menos projetos e não soltar a mão de nenhum.
O projeto é da Deborah e do Juliano, não de um time que você nunca vê.



Dois anos seguidos no Destaque Club & Casa do Grande ABC. A gente não projeta para ganhar prêmio, mas é bom quando um júri do mercado olha o trabalho de perto e reconhece o que a Queen B entrega.
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